São Paulo e as bombas

A bomba explodiu

Eu queria correr,  fugir

Mas fiquei.  Aturdido.

Meu corpo ainda dói.

Jogaram bombas em nós

E só queríamos gritar

E gritamos! De dor,  de raiva

A fumaça amarga subiu

Uma nuvem de veneno nos beijou

E no véu de estúpida violência

Entre bombas, cassetes

Manchetes tendenciosas

Catamos nossos cacos

Entre os restos do que não sobrou

Desta nossa democracia.

Vontade de rir,  mas até isso dói

Há tantas coisas entaladas na garganta.

A PM diz que fez valer a lei.  Ora!

Sua hipocrisia não nos espanta.

Haverão de curtir o fascismo no face

Em nossa face ensanguentada

Nos chamarão de baderneiros

E novamente atacados

Jogam bombas em nós

E eu que não estava em São Paulo

Daqui fui atingido.

Bombas explodem.

Querem nos calar.

Mas não há silêncio.

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