Dois meninos e um comandante que quer sangue

Há lembranças que nos habitam como se fantasmas fossem. Pois, o presente insiste em atualizar o que gostaríamos que fosse apenas passado. Por isso, já superado. Eu não posso – e nem devo, ou quero – esquecer daquilo que em mim é ferimento, angústia, revolta, mas que no outro é a própria sentença de morte, … Mais Dois meninos e um comandante que quer sangue

Está lá outro ninguém estendido no chão

Há sempre um corpo estendido no chão. Como uma pedra, sem vida, sem nada, no meio do nosso caminho. Mas, diferente de Carlos Drummond de Andrade que jamais esquecerá que no meio do seu caminho tinha uma pedra, nós sequer lembramos que no meio do nosso tinha um corpo; uma vida; histórias; tristezas e possíveis … Mais Está lá outro ninguém estendido no chão

Para que cotas se tem vala e camburão?

Está tudo bem. É sempre corpo negro caído no chão. É preto/pobre na vala, auto de resistência, política de extermínio. Criança preta/pobre lotando abrigo. Adulto preto/pobre entupindo presídio. Fabricado destino. Vida descartável! População descartada. O jovem negro/pobre é a maior vítima de homicídio. As estatísticas não comovem. “Olha, não existe racismo!” Se fosse um ciclista … Mais Para que cotas se tem vala e camburão?